quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010



Quase todos meus sonhos morreram, os que sobraram estão em coma profundo. 
Respirar me machuca tanto, me estica, me rasga de canto a canto e eu continuo 
sendo um simples suburbano que se intoxica fácil.

Joguei fora minha caixa de lembranças alegres pensando que o demônio 
fosse me ajudar, ele só piorou as coisas...

A mulher que me ama, a enxergo como uma irmã mais nova. 
Vejo-me como um velho decrépito que o que muda em sua rotina 
são os dias em que não consegue cagar.

Para que um cérebro?
Para que viver?
Como amar?
Quase todos meus sonhos morreram e esse último que tenho, quer suicidar. 
Marcos Henrique

http://poemasdecaverna.blogspot.com